Iniciativa 4E - A Canção da Passagem de Ossos

by Ataualpa Pereira on 01/05/09 at 11:30 am

Saudações!

logo-iniciativa4e-low-200x200Mais uma sexta feira de iniciativa 4E, o que automaticamente me faz lembrar que há 2 meses do Dado Mestre entrou no projeto. Como passa rápido, não? Mas vamos logo ao que interessa: onde você encontrar esse selo, tenha certeza que o material postado ali foi lido e revisado pela equipe integrande do projeto. O tema dessa sexta-feita é “Música” e  achei um bom tema, porque há muito tempo tive a idéia de formular o encontro que vocês lerão agora.

Boa Leitura e um ótimo feridado a todos!

A Canção da Passagem de Ossos

Num passado não muito distante os Altos Prados eram terras férteis, onde um grande feudo ou reino poderia prosperar facilmente. Reis, conquistadores e até grandes povos nômades tentaram tomar para si a região, mas no caminho sempre encontravam um machado feroz.

A região pertencia a um antigo povo bárbaro, apelidada pelos próprios inimigos como o “Povo das Canções de Guerra”. O nome provinha dos costumes daquela tribo, que viam a guerra não só como um modo de se defender, mas também como algo ritualístico. Antes de qualquer batalha, bardos e xamãs entoavam hinos de morte e bravura que era acompanhado por todos os guerreiros.

Para eles, as canções de guerra não só inflamavam os ânimos, mas era também uma demonstração de respeito para com inimigo. Conta-se que, ao entoar os hinos antes das batalhas, costuravam uma passagem de ossos para o mundo dos mortos, para que a alma de nenhum guerreiro, fosse ele inimigo ou não, caísse nas mãos dos demônios.

Altos Prados

Quando um viajante desavisado atravessa os Altos Prados, pode constatar que a região, sem dúvida, foi um campo de mortandade. Ossos e armas brotam do chão com como se fossem plantas, estandartes e antigos totens de pedra permanecem intactos, talvez como testemunhas impávidas dos dias antigos.

Em muitas terras próximas, fala-se, em tavernas e feiras comerciais, sobre um grande conquistador que tentou domar os bárbaros da região. A história não é narrada com detalhes, e apenas menciona algo sobre o homem que, num ato desleal, se aproveitou do ritual para atacar os bárbaros traiçoeiramente.

Eventos Anteriores

Aquela foi a última batalha travada nos prados. Os bárbaros, vitimados por incontáveis anos de guerra, estavam em número reduzido, apesar de ainda persistirem no local. Os forasteiros, por sua vez, cresciam em número cada vez mais, já que a promessa de terras e riqueza era a principal moeda de pagamento naqueles dias.

O Conquistador, cujo nome perdeu-se para sempre, era um veterano de guerra. Ele estudou cada qualidade e defeito dos bárbaros, inclusive o hábito de cantar antes da batalhas. Dizia-se que eram aquelas canções que faziam aqueles homens tão fortes, talvez um feitiço que os tornava invencíveis.

No último embate, os invasores foram convidados para a cerimônia de guerra, mas recusaram. Lamentando pela alma de seus inimigos, os bárbaros começaram a cantar sozinhos, no entanto armas foram sacadas do outro lado e o assassínio começou. A batalha durou a noite inteira e entre gritos de horror, um hino solitário amaldiçoava os inimigos, entoado pelo xamã da tribo bárbara.

Os bárbaros foram derrotados, mas os forasteiros não venceram. O Conquistador acabou ferido na batalha, morreu pouco depois e seu corpo foi deixado para trás. Em um exército movido pela ganância, pouco importava se seu líder viveria ou não, já que uma vasta terra estava livre para ser colonizada agora.

Conquistador_Fantasma

Encontro - O Fantasma Atormentado

Hoje apenas uma pequena vila perdura nos Altos Prados, provavelmente com os descendentes daqueles que venceram a batalha no passado. Mas o povo local jamais conseguiu viver em paz, pois quanto o outono chega, o fantasma do Conquistador vaga pelas fazendas espalhado horror e morte. Muitas tentativas foram feitas para afastá-lo da região, mas nenhuma obteve sucesso.

Para derrotar o fantasma, é preciso entoar a Canção da Passagem de Ossos e depois “matá-lo”. É improvável que os personagens saibam o hino inicialmente, portanto terão primeiramente que investigar do que se trata a música, recolher fragmentos e reconstituí-la.

Na verdade, eles podem enfrentar o fantasma e seus minions uma primeira vez, como se estivessem chegando à Vila do Prado. Só então descobrirão que é necessário algo mais para combatê-lo.

carta_monstro

Minions: Para que o combate torne-se ainda mais emocionante, é recomendado que você coloque alguns minions acompanhando o conquistador. Essa pequena tropa serviria como barreira de proteção primária.

minion_conquistador1

Desafio de Perícia - Encontrando a Canção

Primeiramente é preciso entender o que aconteceu no passado. Ao chegar à Aldeia do Prado, os personagens devem procurar os moradores mais velhos, locais antigos, cemitérios ou qualquer lugar com vestígios do passado. E dentre todas essas localidades, nada mais adequado que uma varredura nos prados, principalmente investigando os totens e corpos espalhados.

Nível: Igual ao do grupo.

Complexidade: 5 (são necessários 12 sucessos)

Perícias Primárias: História, Religião, Diplomacia, Arcana, Masmorras

Sucesso: Os personagens, durante dois dias, conseguem reunir informações e fragmentos para reescrever a Canção da Passagem de Ossos, incluindo os verbetes da língua dos bárbaros e a melodia original. Descobrem, por exemplo, que a canção era acompanhada de um tambor e uma harpa rudimentar usada pelo bardo da tribo.

Falha: Os personagens conseguem reconstruir parcialmente a música, naturalmente ao cantá-la, perceberão que não funcionou.

História (Fácil): Você reúne os vestígios necessários, não só através de eventuais escritos ou histórias contadas pelo povo da região, mas também com objetos antigos coletados em loco.

Religião (Moderado): Alguns deuses realmente abençoavam seus guerreiros, após ouvirem o chamado de suas preces, certificando-se inclusive de que suas almas fossem resguardas após a morte. Canções assim mudam de povos para povos, mas a finalidade é a mesma.

Diplomacia (Moderado): Algumas pessoas possuem nitidamente uma fisionomia diferente da maioria local. Normalmente eles são tratados com desprezo por seus costumes “pagãos”, algo que herdaram de seus antecessores: os bárbaros. Esse povo sabe muitas histórias sobre os dias antigos, e um deles, um velho druida de cabelos grisalhos que vende poções, é quem passa a melodia original.

Arcana (Moderado): Alguns objetos antigos encontrados no local mostram claramente vestígios da magia praticada nas canções, como tambores e harpas mágicas usadas durante o rito. De fato, o conquistador estava certo, havia magia naqueles rituais bárbaros.

Masmorras (Difícil): O povo antigo guardava seus objetos de valor em cavernas ou criptas rudimentares, que serviam para a realização dos funerais, contudo não há corpos nestes locais, apenas cinzas e objetos pessoais.

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