Eles ainda insistem nisso…

by Yuri Peixoto on 08/06/09 at 8:53 pm

Até quando esperar, até se ajoelhar, esperando a ajuda de Deus…

Esta frase é o refrão da primeira música do primeiro disco do Plebe Rude, excelente banda de Brasília. Mais sobre ela, pode ser lido aqui.

Agora, vocês devem estar se perguntando porque iniciei um artigo com ela, e o que ela tem a ver com RPG e a cultura nerd em geral. Bem, o foco é que a blogosfera me trouxe de volta a mente um assunto que eu já pensava estar enterrado, ou resolvido. O problema é que eu esqueci em que país estou. Nossa terra não é bem conhecida pela coerência interna das pessoas que detém o poder público. Fato. Inegável.

Junte a isso um sistema falho (mas funcional), e uma imprensa irresponsável e burra, despreparada e inconsequente (sim, eu sei usar os termos corretos das palavras de nosso idioma, e não tenho medo disso), nós temos o quê:

  • arbitrariedade irresponsável;
  • ausência de pensamento crítico;
  • cinismo social;
  • Falta de respeito.

Poderia enumerar outros defeitos gerados por essa turba insossa, mas prefiro não sofrer uma azia desnecessária.

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cidadão de Guarapari

cidadão de Guarapari

Ok, já reclamei demais, agora vamos aos fatos:

Em Guarapari (lembram, aquela cidade onde o “RPG matou algumas pessoas”?) ainda está em vigor uma lei absurda, desmedida e arbitrária que proíbe a venda de material de nosso hobbie na cidade.

Agora, eu pergunto: Pode uma coisa dessas?

Não, não pode. Claro que não pode. É inconstitucional, é leviano, e arbitrário. É algo que causa revolta em qualquer pessoa que tenha um mínimo de massa encefálica funcional.

Mas… terras brasilis!!! Aqui é assim mesmo. Deixa quieto, Yuri, nada vai mudar.

Digo-te que não, cidadão. Digo a vocês, a cada um de vocês: não se calem! Não se dobrem, e não aceitem quietos tamanha arbitrariedade.

A referida Câmara Municipal de Guarapari possui uma ouvidoria, para receber reclamações e sugestões da população. Bom, eu já mandei a minha mensagem, simples, concisa e clara.

E peço a vocês, a cada um de vocês, que não fiquem quietos, nem aceitem essa situação sem fazer nada a respeito. Uma hora a justiça há de ser feita, uma hora o respeito há de ser dado.

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Pronto. Falei. Sim, sou passional. Algumas vezes, ao extremo. Mas tem certas coisa que me impedem dei ficar quieto, e calado.

Agora, aos agradecimentos:

Primeiro, ao Ataualpa, que encontrou a matéria.

E principalmente, à Cynthia Semíramis, quem trouxe o assunto de volta.

No blog dela (que pode ser acessado aqui), vocês encontrarão a lei, e comentários ótimos sobre o caso de BH e o de Guarapari.

Leitura recomendada, mas devido ao conteúdo ‘gorduroso’, pode causar azia. ;)