Abismo (Sessões 7 e 8) - Guerra, Peste e Fome

by Ataualpa Pereira on 18/09/09 at 2:26 pm

Saudações visitantes!

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Com vocês, mais um reporte da campanha Abismo, que já somam 30º sessões de jogo. Hoje falarei sobre o “imput” principal da primeira fase da campanha, pouco antes dos personagens adentrarem uma mega masmorra e confrontarem muitos perigos. Boa leitura!

Outros Posts

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Elenco

Garra de Jaguar - Elfo Druida do povo Vallanir (elfos orientais). Busca respostas para terrível desolação que viu num presságio, onde toda a Vastidão (reinos independentes e selvagens) era consumida por uma doença, a mesma que consumiu Akiri’zesh, o xamã da tribo de…

Olduur Talt’mec - Homem-lagarto bárbaro da Tribo do Trono de Ossos. Estava preso em Sellen na noite e que a cidade foi atacada, mas conseguiu se libertar após a misteriosa explosão do prédio da guarda. Pretendia sair da cidade até ser abordado por…

Phalanx Soccer Hovannes - Humano, Sacerdote do Trovão e suposto filho do deus. Chegou a Sellen justamente no dia que o rei faria um pronunciamento. Levava uma mensagem para o homem-lagarto, sobre um local sagrado chamado a Pedra do Crânio, cujo um mapa estava tatuado na costa de…

Adiel D’Clayter - Ladino humano, viciado em jogos. Após uma armação que o levou à prisão, apareceu com um misterioso mapa nas costas, ao que parece ele já era esperado na cela por um assassino chamado “O Caolho”. Adiel D’Clayter, embora não saiba claramente, é um nobre como…

Auran Fannir - Mago humano herdeiro de terras. Suspeita que a Praga da Vastidão possui origem política e na tentativa de desmascarar Dravenic, o Duque, acabou afrontando-o na noite do ataque à cidade, onde também estava Adiel, Phalanx, Olduur e Garra de Jaguar. Os guardas do duque provavelmente lutariam, mas felizmente houve uma intervenção de…

Karlaya dos Ermos Brancos - Humana de terras distantes, protetora pessoal da rainha e arcana a serviço do império. A maga usou seus poderes arcanos para por fim a um combate desnecessário, mas infelizmente o duque fugiu e tanto ela quanto Auran ficaram sem respostas.

Sessões 7 e 8

sellenA esta altura o que tínhamos? Morte generalizada na Vastidão. Pra vocês terem noção o da extensão territorial que a doença afetava, imaginem uma região pouco menor que a Rússia. Dentre as raças envolvidas, tínhamos os elfos de Nen Vallanir, os anões de Geahazz, gigantes, homens-serpente e os goblinóides de Ankhôr. Na Mata dos Galhos tristonhos, lar dos trasgos e homens-lagarto, a praga também fazia vítimas. E finalmente três nações humanas, Sellen e Rhur, que eram parte integrante do Império Relloriano e Cerants, o exílio das bruxas descendentes de Reveran.

Agora imaginem que, além da doença, havia desconfiança política entre Sellen e Cerants. A iminência de guerra fez com que cada um destes reinos enviasse espiões ao outro, para descobrir algo sobre a doença. Havia iminência de guerra.

E quando o rei de Sellen tentou se pronunciar sobre os dias futuros e a inocência de Cerants, a cidade foi atacada repentinamente. Nossos heróis se uniram neste dia e pouco depois foram parar na torre do Sábio da Costa, o gnomo que os enviaria à Colina dos Corvos, em busca de respostas sobre a doença.

Lá, ouviram o seguinte:

Méias Garumac foi um ícone entre os Zeladores¹. Viveu seus mais gloriosos dias servindo Éthanos, o Senhor dos Segredos, mesmo motivo pelo qual se mudou para Sellen. Pouco depois da “caçada às bruxas”, passou duas décadas tentando reunir o que não foi queimado em Reveran, antigo reino das feiticeiras. Durante este período, Sellêntia cresceu se apoderando de toda riqueza natural que outrora fazia parte dos campos e fazendas daquelas terras. As bruxas, por sua vez, haviam migrado para o norte, abandonando séculos de conhecimento mágico e pesquisas obscuras. Os feudos que foram se estabelecendo sobre a antiga Reveran, prosperaram durante algum tempo, fazendo de alguns heróis de guerra os mais ricos membros da nobreza real, incluído a condessa Fellayet Garumac, irmã de Méias.

As terras dela estendiam-se por um grande vale ao longo do Águaprata e planícies a norte e nordeste, incluindo a Floresta dos Galhos Tristonhos. O grande feudo se chamava Três Falcões, e excetuando as terras de Fellayet, tinha sua maior comunidade nos arredores de uma antiga construção na Colina dos Corvos. Era uma antiga torre que havia pertencido a uma cabala de bruxas proscritas que realizavam ali seus estudos e experiências secretamente, mas que acabou sendo tomada após a guerra. Méias pediu à irmã que ficasse no local, a decisão da nobre acabou assinalando a própria ruína.

Nos anos seguintes, uma praga de insetos se espalhou nas proximidades da Colina dos Corvos. Posteriormente, alcançou o resto do feudo, provocando um êxodo desenfreado dos camponeses. Fellayet buscou respostas para o que acontecia sendo levada pelos rumores até seu irmão. O sacerdote, por sua vez, apenas relatou que havia se aprofundado em algum tipo de estudo abandonado pelas bruxas, muito embora estivesse certo de que nada fugiria do seu controle. Jamais deixou que ninguém explorasse a estrutura e repeliu eventuais investigadores do império.

Confusa, Fellayet denunciou o irmão aos Arcanos Imperais e estes foram até a torre interrogar Méias. Naquela noite muitas luzes foram vistas no horizonte. E nas primeiras horas da manhã, quando o sol raiou por sobre os prados do leste, não havia mais torre alguma na Colina dos Corvos.

Essa, além da introdução da aventura “O Segredo da Colina dos Corvos”, foram palavras proferidas pelo Gnomo Diglevanestinger, o sábio da costa. Após escutarem atentamente a história, os personagens jogadores seguiram para Iz, cidade mais próxima das ruínas.

A Tragédia de Iz

Durante a viagem os personagens logo ficaram sabendo da tragédia que teria causado a morte do príncipe em Iz: A cidade fora atacada pelo mesmo exército de monstros que dias antes atacara a capital Sellen. Isso explicava o clarão avermelhado que pôde ser avista à noite, enquanto os heróis estavam acampados.

As fazendas e plantações que circundavam a cidade estavam destruídas e com o solo salgado, milhares de fazendeiros abandonaram a região devastada, fugindo não só da fome, mas também da terrível praga que começava a matar mais e mais pessoas.

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Na cidade os personagens deviam procurar por Idolesk, um arcano famoso por explorar tumbas e comercializar relíquias. Ele daria as informações necessárias para que os personagens pudessem chegar corretamente à colina, já que ele mesmo teria tentado explorá-la inúmeras vezes. Após uma procura rápida, encontraram-no na Taverna do Urso Negro, onde também colheram mais informações sobre o ataque. Descobriram como Jorevon, o príncipe, morrera tentando defender a cidade. Aliás, ele estava ao lado do conde Benesco D’orano quando foi alvejado pela flecha mortal.

Enfim, foram duas sessões de muita interação com o cenário, descobertas e, se bem me lembro, na taverna os personagens encontraram um velhinho que usei para homenagear Gary Gigax. Sim, foi bem no período da morte de um dos pais do D&D.

Pontos Importantes

- Idolesk, o Ladrão de Tumbas, fugia de todos os estereótipos de um mago. Mais parecia um assassino carregando uma coleção de facas de estimação.

- Havia muitos mercenários em Iz, atraídos pela iminência de guerra com os monstros de Ankhôr.

- A Colina dos Corvos estava cercada por águas venenosas, mas Idolesk mencionou um bote que usava para acessar o local.

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1 - Ordem do Zelo - principal religião do cenário.