MMORPG - Histórias e Inspirações - Parte III
by David Pascoal on 02/10/09 at 11:30 am
Olá leitores, aqui estou para mais um pouco de RPG massivo. No artigo de hoje o tema é o ‘Pós Big-3’ que resultou em dois fracassos e um grande sucesso.
Nos artigos anteriores…
Falei dos primórdios do MMORPG, de MUD e do grande sucesso do Big-3 – os três grandes jogos que fizeram tremendo sucesso na rede e na categoria massiva de jogos eletrônicos. Todos tinham como base de linha de história e sistema o nosso saudoso Dungeons & Dragons, com algumas modificações para não darem de frente com os royalties.
Porém todo jovem padawan pode ser levado à cobiça do lado negro da força, e no mundo do RPG Massivo não foi diferente, dois jogos que teriam muita repercussão e que falharam por se segurarem um pouco mais e criar expectativas. E como toda grande trilogia, um tem que se salvar e, por isso, soube quando e como conquistar jogadores do mundo todo.
ERROS CRÍTICOS
O lado negro do MMORPG surgiu com dois nomes no início do ano 2000, já não bastava o bug do milênio. Eles com certeza bugaram e fizeram com que jogos que poderiam ser sucesso nem chegassem a ser conhecidos pelos mais inveterados jogadores pelo simples fato de quererem segurar o prorrogar o lançamento, achando que seriam mais explosivos e massivos se não lançassem logo após o sucesso dos Big-3. Ledo engano, pois, a era dos MMORPG saturou e as pessoas estavam perdendo o tesão de jogar e Anarchy Online e Dark Ages of the Camelot não tiveram bons resultados em seu lançamento.
Anarchy Online
Anarchy Online é ou era um MMORPG de ficção científica lançado pela Funcom e ambientado no ano junho 29.475
(Juro que não entendi essa de anos agora levar o nome de um mês junto), o mundo deserto e inóspito de Rubi-Ka (planeta situado num sistema estelar binário ficcional) e seu irmão gêmeo extra-dimensional, o Shadowlands e, ameaçado pela temida invasão alienígena. A expansão da nova marca chamada Lost Eden lançada posteriormente melhorou e muito sistema de batalhas entre as raças, aliens Omni-Tek (humanos Aristocratas) e os clãs rebeldes (uma mistura de tudo e todos).
O jogo foi primeiro a ser baseado em um universo que não é fantástico medieval. A ação situa-se mais de trinta mil anos no futuro em um planeta fictício. Para substituir a magia, as capacidades incomuns dos personagens são possíveis graças à nanotecnologia.
Anarchy Online tinha tudo para se dar bem e testei por um tempo na época que foi lançado. Me inspirou a criar um personagem para uma aventura que jogava na época da escola num ambiente futurista, pois ele era um híbrido entre humanos e aliens, o que me fez usar das ilustrações para mostrar como era meu personagem e, era só isso mesmo, não era tão emocionante quanto…
Dark Age of Camelot (DAoC)
Em DAoC existia um que a mais, primeiro pelo fato de fazer um mix de fantasia medieval com mitologia bretã. O jogo tem por conceito o conflito entre três diferentes reinos após a morte do Rei Arthur. Pioneiro no gênero que introduziu aos jogadores conceitos nunca antes
vistos, como o chamado Realm versus Realm (RvR), em que cada uma das facções participa em batalhas de larga escala contra as outras duas e o suporte a um número de jogadores simultâneos consideravelmente superior ao de jogos anteriores.
Bem cativante, ao se jogar no ambiente de Camelot, nos fiordes bretões, talvez pela minha paixão pelo ambiente medieval e também pela história do Rei Arthur, gostei muito do jogo e na época eu jogava AD&D com colegas da escola e me inspirou a fazer um anão bárbaro que sabia fazer muito dano com um machado maior que ele! Saudoso Edgard Redbeard!
Mas, como disse anteriormente a demora no lançamento fez com que eu e muitos outros procurássemos as novidades, uma delas foi um grande sucesso e não tive a menor vontade de jogar, o sucesso do início do ano 2000 foi…

Chegou para desbancar tudo e todos, baseado nos quadrinhos coreanos do desenhista Lee Myung-Jin conhecidos como Manhwa (o Mangá coreano). O enredo de Ragnarök se resume na muitologia nórdica descrita abaixo: Ragnarök, profetizada como o “destino final dos deuses”, cada vez mais se aproxima, e a “era dos humanos” se iniciaria. Mas os antigos deuses não estão a favor dessa causa, e enviaram valquírias para procurar aquele que trará o Ragnarök, então o evento poderá ser evitado. Fenris Fenrir sabe que o Ragnarök deverá acontecer, e então foi atrás da reencarnação do deus decaído Balder, a quem pode ajudá-la a mudar o mundo. Mas se as valquírias encontrá-lo primeiro, a busca de Fenris pode acabar antes mesmo de começar.
O lado bom do Ragnarök era o fato de que, ao ser distribuído pelo planeta, ia com o idioma do país, por isso, aqui no Brasil houve um grande sucesso e, soube que até mesmo fora daqui teve muito sucesso e é jogado até hoje. Agora com
uma expansão, Rgnarok 2 inova com a mudança de visualização, gráficos melhores e uma liberdade de controle de câmera, como nos MMORPGs atuais
Visto isso, a empresa que administra os servidores no Brasil se deu bem e até hoje está no comando da franquia, o que desagradou muitos jogadores, pois os melhores itens são muito caros e a maioria quer diversão grátis, porém o grande sucesso são os private servers ou servidores piratas, grátis e mais usados no país.
E por enquanto é isso pessoal! Na próxima estarei trazendo um pouco mais do histórico de outros Jogos que se basearam em sistemas conhecidos e inspiraram a criação de personagens de mesa.
Vejo vocês em Alderan!







